15
Mar
07

À conversa com: Painted Black

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Com ‘The Neverlight’ (2005) revelaram-se uma das bandas mais promissoras dentro do espectro doom/ambience nacinal, voltam este ano com um registo mais maduro e mais pesado, ‘Verbo’.

Luis Fazendeiro faz um balanço dos primeiros anos dá as suas impressões sobre o novo trabalho.

1 – O processo de formação dos Painted Black deu-se inicio com os My Sad Soul em ’98 mas só em 2001 é que surgiram os Painted Black. Como foram esses tempos?

Na realidade, os My Sad Soul nunca chegaram a ser uma banda ou projecto, e sim a nossa fase de aprendizagem na música. Comecei a tocar guitarra (acústica) em 98 e o Daniel também começou a aprendizagem dele como vocalista na mesma altura. Foram os tempos das composições das nossas primeiras músicas, e como referi, de muita aprendizagem, que culminaram em 2001 com a formação da banda.

2 – Foram precisos 4 anos para os Painted Black lançaram um primeiro registo, ‘The Neverlight’. Foi preciso tanto tempo de maturação? Digo isto porque actualmente uma banda com um ano ou menos já tem um registo disponivel…

Foram muitos os factores que levaram a que só no final de 2005 lançássemos o primeiro registo. O tema DeadTreeSong foi gravado no início de 2003, e o nosso objectivo na altura era gravar mais 2 temas para incluir numa maqueta de apresentação. Mas essa ideia nunca foi finalizada, por opiniões divergentes entre os membros da altura e também problemas em trabalhar os temas porque não conseguíamos um local de ensaio estável. Alguns membros chegaram mesmo a sair e tivemos muitos meses inactivos porque não tínhamos local de ensaio, e uma banda incompleta. Juntando a isto, a falta de meios financeiros necessários levou a que só em 2005, com uma formação completa e estável, concluíssemos o nosso primeiro registo, que acabámos por transformar num demo/EP.

3 – Conseguiram alcançar os objectivos delineados com o lançamento de ‘The Neverlight’? Ou o feedback ficou aquém das vossas expectativas?

O objectivo principal era somente o de promoção, e começar mais seriamente a nossa afirmação como banda no underground português. Entre 2001 e 2005, a banda teve apenas projecção a nível regional, dando um total de uma dezena de concertos em bares locais, e festivais Rock da região. O ano de 2005 marca realmente o ano de exposição do nosso trabalho e do nosso nome a nível nacional. Todas as críticas e feedback que tivemos a esse primeiro trabalho foram todas positivas, algumas bastante lisonjeadoras, o que naturalmente motivou-nos e deixou-nos bastante satisfeitos. Para além disso, alguns dos temas do “The Neverlight” passaram na rádio, em alguns programas de autor dedicados ao rock e metal e participámos em 2 compilações. O balanço é claramente positivo!

4 – Tentando porem-se um pouco na pele de ouvinte e não como compositores que diferenças em termos de som podemos encontrar entre ‘The Neverlight’ e ‘Verbo’?

O “Verbo” é claramente um registo com mais peso, relativamente ao anterior, por isso diria que a principal diferença é essa. Para além disso, o som está mais trabalhado e rico. O nosso trabalho de estúdio foi mais proveitoso, e a experiência que ganhámos do outro registo ajudou-nos a isso mesmo. Apesar de aquilo que leva ao nascimento das músicas seja algo mais pessoal e esotérico, temos a consciência que é preciso aprender regras e metodologias para apresentar algo decente às pessoas.

5 – Porque é que decidiram pela masterização nos Rec’n’Roll?

Queríamos que a evolução em termos de composição e da própria maturidade da banda fosse acompanhada também por uma evolução do lado da produção. O Luís Barros é um produtor com provas dadas, e dada a oportunidade e condições para trabalhar com ele, aproveitámos de imediato.

6 – Como surgiu a participação de Mark Kelson no tema ‘NightShift’?

O Mark é uma das minhas maiores influências, em termos de guitarristas e compositores e tenho a felicidade de falar com ele há já algum tempo. Na altura do processo de gravações, ele mostrou interesse e disponibilidade em participar no nosso pequeno lançamento, e prontamente aproveitámos! É um sonho tornando realidade e é uma experiência que irei guardar para sempre. Criámos uma relação de amizade apesar da distância, e ele gravou tudo na Austrália, por isso apenas tive que juntar tudo em casa. Aconselho a todos que oiçam as duas bandas dele, The Eternal e Insomnius Dei, cujo álbum de estreia vai ser lançado pela Firebox Records no Verão.

7 – Como estão os Painted Black de concertos? Tenho a sensação que dão poucos concertos…

Realmente não posso dizer que damos muitos, mas temos conseguido tocar todos os anos, o que é bom. Os últimos concertos que demos foram em Dezembro na cidade da Covilhã, e em Janeiro no festival “Metal Horror Picture Show” no Fundão. Já temos um par de datas confirmadas mais para o meio do ano, e estamos à espera de mais respostas a propostas. Quando tivermos datas 100% confirmadas iremos colocar no nosso site e também no nosso myspace, para que as pessoas se possam informar onde nos podem ver actuar.

8 – Como estão a promover e a divulgar o novo registo? Em em termos de distribuição?

Estamos a enviar o CD a webzines e revistas nacionais dentro da área, como também para o estrangeiro, para publicações online de metal/rock. Também já enviámos o “Verbo” para programas de rádio e sei que no programa “Sinfonias de Aço”, da rádio Barcelos, temos tido algum destaque, o que é muito bom. Em termos de distribuição, para além da venda directa nos concertos, estamos a disponibilizar o CD através do nosso site (www.paintedblack.no.sapo.pt) e da webzine (www.gigreports.info).

9 – Ainda não houve quaisquer contactos com nenhuma editora? Em que termos?

Não houve muita insistência nessa área, mas ainda chegámos a contactar uma editora. Infelizmente não tivemos sorte, mas sabemos que temos de continuar a trabalhar e o feedback não foi de todo negativo. Neste momento não ponderamos sequer contactar mais nenhuma editora, e vamos promover e divulgar o nosso trabalho da melhor maneira possível.

10 – Ultimas considerações…

Primeiro de tudo, quero-te agradecer por todo o apoio e disponibilidade, a nós, como a todas as bandas que passam pelo Metal Stage! Obrigado a todos os que disponibilizaram o seu tempo para ler esta entrevista. Todos os interessados podem visitar o nosso site oficial em http://www.paintedblack.no.sapo.pt, para se manterem a par de concertos e novidades. Saudações a todos!

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