13
Mar
07

Á conversa com: Dethmor

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Atendendo lançamento da promo ‘Roswell 47’ conversamos com o baterista dos Dethmor, Patrick. Aproveitamos também para fazermos um balanço da carreira da banda.

1 – Os Dethmor contam com cerca de 10 anos. No entanto apesar dessa longevidade a banda não tem tido uma grande relevancia dentro do underground nacional. Concordam? Porque?

De certa forma tem o seu “que” de correcto quanto á relevância, talvez por ser-mos realmente do dito “underground”, por outra palavras, os “amigos” não são muitos e os conhecimentos para nos facilitar a vida também não, claro que ao longo do tempo temos conhecido pessoas e bandas que nos vão dando uma ajudinha em obter concertos. Por outro lado não teria sentido andar-mos a promover uma banda sem conteúdo como se vê em alguns casos no nosso meio. Também o facto de estarmos mais preocupados em fazer ensaios e compor para obter o mínimo de preparação e material para apresentar ao vivo ajudou bastante na evolução quer musicalmente quer pessoalmente. Desde o inicio foi sempre um passo ante passo no aprender e desenvolver e o facto de sucessíveis mudanças de line-up nos princípios fez com que atrasa-se muita coisa, mas serviu para ter-mos a tal evolução conjunta como banda.

1.1- Que balanço fazem da vossa carreira?

O balanço actual é estável, alguns contratempos, mas isso qualquer banda tem, mas de facto não nos podemos queixar, estamos como queremos e fazemos como queremos aquilo que queremos basicamente. Com gosto, vontade e dedicação.

2 – O vosso primeiro registo (a demo Rehearsal Tape) apenas surgiu em 2002, portanto cerca de 5 anos após a constituição da banda. Porquê tanto tempo?

O factor line-up instável na altura teve muito em conta quanto a isso e prejudicou em certos aspectos mas também beneficiou noutros.
Vendo bem a banda atingiu estabilidade em 2003 apenas, daí que em 4 anos ter-mos duas demos e uma promo não é mau de todo.

3 – Continuando na mesma logica da questão anterior. Voces têm apenas 3 registos. Um pecúlio curto para 10 anos de carreira….

Temos alguns exemplos de bandas nacionais, uma com mais de 25 anos de existência e conta com 7 álbuns, bandas com o mesmo tempo de existência que nós com 2 álbuns. Talvez por hoje em dia ser mais fácil alguém gravar algo, quer sozinho quer com banda, torne o factor tempo um pouco longo no nosso caso, mas não é a nossa opinião, foi um longo processo de adaptação e evolução, e acredita que ainda nem a meio caminhoPatrick vamos.
Lá está, a banda atingiu estabilidade na formação em 2003 e daí até á actualidade ter mos duas demos e uma promo não é mau de todo.

4 – Porque este promo de tributo a Hipocrisy? Porque não um trabalho de originais? Quando pensam editar esse trabalho de originais?

O ano de 2006 seria para se gravar e lançar um Ep de 4 originais, mas falamos e concluimos que era preferível esperar mais um tempo, preparar, selecionar e gravar algo com mais temas, possivelmente em formato de álbum em 2007. A promo com o tributo a Hypocrisy surgiu como uma ideia, e tributo, a uma grande banda que influenciou outras bandas por todo mundo. O tema ‘Roswell 47’ já o costumamos tocar ao vivo, porque não o gravar? Gravamos e juntamos o tema original ‘Burial Flames’ regravado em 2006 da demo Demo-Nized que também aparece na compilação de bandas de metal nacional da WebZine Lusitânia de Peso.

4.1 Já têm algum material novo? Se sim, em termos sonoros estará na onda de Demo-Nized?

Mal de nós se neste tempo todo não teriamos material novo! Temos sim, estão numa linha diferente dos temas da Demo-Nized, mais rápidos, mais pesados e com um pouco mais de experiência. (A tal evolução que mencionei antes). Contamos com mais de 10 temas originais novos e actualmente temos já um outro tema na forja quase pronto. A linha mantêm-se agressiva com partes rápidas e melódicas, vocalizações graves e rasgadas.

5 – Como estão de actuações ao vivo? Tenho a sensação que vocês dão muito poucos concertos…

Não damos quantos gostariamos de dar, mas isso dá-se ao factor “conhecimentos” , mas como referi antes as coisas vão-se compondo ao longo do tempo, dado que vamos conhecendo excelentes pessoas e bandas, actualmente contamos com a ajuda de um grande amigo da banda que nos tem ajudado bastante na angariação de concertos e interacção com outras bandas do meio, o que é excelente! Mas actualmente os locais também não são muitos, ou não compensa a deslocação ou então “abusam” um pouco quer das bandas quer do público. Mas temos vindo a assistir ao aparecimento de novos locais e novas oportunidades para bandas de metal o que é muito bom!

6 – Que projectos têm os Dethmor em termos de médio prazo?

Basicamente é compor, tocar ao vivo, gravar mos um registo de originais este ano e promover o mesmo.

7 – Qual a vossa opinião sobre o movimento underground nacional?

O movimento em si até é bastante, mas infelizmente é mais a quantidade do que a qualidade, vê-se mais projectos do que bandas em si. Vê-se muito o querer fazer por fazer e o crescimento de projectos tem vindo a crescer. Por outro lado não é mau de todo, mostra algum empenho e gosto comum, mas nem sempre é saudável, e o dito underground tem vindo a perder o próprio nome á já algum tempo. O que é o underground realmente na actualidade?
Fora isso temos bandas que estão a crescer rapidamente, algumas talvez rápido até de mais, acabam por atingir a estagnação e desinteresse de quem ouve/vê, mas de facto excelentes bandas estão a aparecer, com vontade e dedicação! Esperemos que sejam para valer.

8 – Gostariam de acrescentar algo á entrevista?

Claro! O agradecimento á Metal Stage pelo interesse e entrevista a Dethmor! Bem hajam e continuem a promover o som nacional!

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