22
Fev
07

Á conversa com: Thee Orakle

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Na vespera do lançamento do Ep ‘Secret’ convidamos os Thee Orakle para uma antevisão do trabalho, um balanço da sua carreira e um levantamento sobre as perspectivas futuras.

Aqui fica o resultado.

1 – Porque é que os Thee Orakle apesar de se formarem em 2004 só em finais de 2006 a bañda começou a granjear algum relevo dentro da cena nacional, quando a qualidade da banda me parece justificar uma emancipação mais precoce? Como foram os primeiros tempos dos Thee Orakle?

R: A banda Thee Orakle formou-se em Novembro de 2004, mas só em Março de 2005 é que o line-up da banda ficou completo com a entrada dos dois actuais vocalistas. Nesse mesmo mês o colectivo começou por gravar uma Demo na Fast Forward Studios com cinco temas que ficou concluída em Maio. O Primeiro concerto deu-se em meados de Julho desse mesmo ano. A banda demorou cerca de meio ano a actuar pela 1ªvez, mas deve-se ao facto de nos sentirmos devidamente preparados para apresentar um bom espectáculo e não tocar por tocar; sabendo que se fosse mais cedo a banda não teria o mesmo impacto, nem tanta coesão, o que seria normal. Só em 2005 é que tivemos realmente mais convites e contactos para espectáculos, por isso é normal que só em meados de 2006 a banda tenha começado a ser conhecida e mostrar relevo dentro da cena nacional. No geral a banda tem pouco mais de ano e meio…

2 – A banda sofreu algumas alterações no line-up durante a sua existência, a que se deveu essas alterações?

R: Estas alterações deveram-se ao facto de tentar encontrar mais equilíbrio e estabilidade, tanto a nível musical como emocional. E com a entrada dos novos elementos (guitarrista e baixista) coincidência ou não foi mesmo isso que aconteceu…
Neste momento a banda está mais unida do que nunca…

3 – Há uma certa tendência em rotular os Thee Orakle como uma banda de Metal Gótico. Tal conotação me parece insuficiente, pois o vosso som vai além disso…Correcto? Até que ponto?

R: Alguém nos rotulou um dia de Metal Gótico, e com uma certa ingenuidade aceitámos. Por um conjunto de pormenores que até a nós nos levava a não conseguir definir por palavras o som que fazíamos adoptamos esse “título”, no entanto, e como é sabido, já muitos foram os que se dirigiram a nós para que esse “título” fosse retirado…
Foi o que fizemos e com a opinião de muitos definimos que fazemos actualmente um som mais ligeiro mas muito ecléctico, onde a nível de exemplo pontificam algumas passagens Death / Doom, é claro que nos teclados podemos encontrar passagens góticas, mas a nossa voz feminina nem tem muito que ver com a colocação gótica do habitual. Temos um conjunto de temas revelador da qualidade e traquejo já alcançados pelo tempo de palco e estúdio que apesar de não ser assim tanto, foi sempre muito intenso e bem aproveitado!

4 – Vocês estiveram como certos no Seixal Metal Fest e acabaram por não actuar no evento. O que falhou?

R: Sinceramente até nós gostávamos de saber o Porquê! (risos)
Mas é um assunto que já faz parte do passado e felizmente os Thee Orakle têm bastantes convites e outros sítios para mostrar o trabalho efectuado…

5 – Depois veio a participação e vitória no Ga-Rock. Como classificam e descrevem esta experiência?

R: Foi uma experiência bastante positiva, cuja organização nos tratou com muito respeito e ofereceu-nos óptimas condições para proporcionar um bom espectáculo.
A vitória essa deve-se ao desempenho e evolução do trabalho que realizamos em 2006.

6 – Foram também selecionados para uma SWR Warm up, que geralmente conta com bandas mais extremistas… Estavam á espera deste convite? Como correu a actuação?

R: Para sermos sinceros não estávamos à espera deste convite dado ao facto de realmente a banda não ser das mais extremistas. Mas se a organização nos convidou é porque à partida conta connosco.
A actuação correu bastante bem, focámos mais os temas que compõem o EP “Secret” e ainda houve tempo para apresentar um tema novo, que teve bastante feedback por parte do público presente. Em suma foi uma noite óptima…excepto o temporal lá fora (risos).

7 – Agora segue-se… ‘Secret’, Ep composto por 6 faixas. Que podemos esperar deste Ep? Em termos sonoros e não só.

R: Este Ep é o culminar de quase dois anos de trabalho, do qual a banda espera puder alcançar mais relevo no metal nacional.
São cerca de 35 minutos onde a banda pretende demonstrar uma evolução desde a Demo gravada em 2005.
Quando ouvirem “Secret”, não vão poder dizer que ouviram canções semelhantes; existem canções com melodias agudas e mais calmas como a Secret, e outras diferentes e mais pesadas como a Emptyness. Ainda acrescentando, temos influências e melodias tribais na My Queen of Creation, porque quisemos adicionar mais variedade ao material do Ep.

8 – O Ep foi trabalhado na Fábrica do Som com um vosso conhecido, Daniel Rodrigues. Porquê esta opção pela Fábrica e pelo Daniel? Como correu as gravações?

R: Optamos por gravar o Ep nos estúdios da Fabrica de Som, porque a relação preço/qualidade para um trabalho de estreia eram as ideais, visto ser um trabalho editado pelo próprio autor, eram as condições que mais se enquadravam nas nossas possibilidades financeiras. Por sua vez a escolha do Daniel para a gravação e produção do Ep, deve-se a ele ser um conhecedor dos sons da banda, bem como ter feito parte integrante do colectivo ao vivo como técnico de som, sem esquecer claro toda a amizade que temos!

9 – Já têm agendados um naipe interessante de eventos para a promoção de ‘Secret’, inclusiva uma actuação no Metal Total em Zamora (Espanha). Como surgiu este concerto em Espanha? Até quando pretendem promover o Ep?

R: Surgiu de um simples convite feito na Internet, a organização deste festival estava interessada numa banda portuguesa ( de preferência da zona Norte) que se enquadrasse na sonoridade que eles pretendem apresentar no Festival Metal Total.
Este convite é sem dúvida uma oportunidade de promovermos o nosso trabalho no país vizinho, já que a organização mostrou ainda maior interesse quando soube que íamos lançar o EP. Pretendemos promove-lo, dando o maior número possível de concertos de Norte a Sul do país, até ao final do ano.

10 – Quais os objectivos traçados com o lançamento de ‘Secret’?

R: Com o lançamento de “Secret”, pretendemos acima de tudo cimentar e fomentar o nosso nome no panorama do metal nacional, antes do lançamento a nossa sonoridade era um segredo, agora vai estar á vista, melhor dizendo, nos ouvidos das pessoas, e que sejam muitas!?!(risos)
Um dos objectivos primordiais dos Thee Orakle é arranjar uma editora que nos dê o devido valor e reconhecimento e que leve o nosso nome mais longe, com mais apoio e condições para um futuro trabalho, pois já temos alguns temas na algibeira para o primeiro registo de longa duração, um sonho que será tornado realidade!…

11 – Como vão a promover e divulgar ‘Secret’ no estrangeiro?

R: Visto “Secret” ser uma edição de autor, tivemos e temos alguns problemas á priori na divulgação no estrangeiro, o que é normal! Mas apesar de tudo, temos alguns convites de rádios estrangeiras, na América, e mais recentemente vamos enviar o Ep para uma rádio na Inglaterra da qual consta um programa só de música portuguesa, através daí e de outros contactos vamos fazendo o possível e o impossível, mas tendo o Ep nas mãos será tudo mais fácil. Entretanto já foram feitas algumas reviews da nossa Demo´05 por site estrangeiros, e até web-designers já tentaram contactar-nos para trabalhar connosco.
O nosso myspace: http://www.myspace.com/theeorakle ajuda em muito à divulgação lá fora, e somos variadas vezes surpreendidos com propostas e comentários alucinantes!

12 – Não sei se têm reparado, mas a Metal Stage tem publicado algumas entrevistas e opiniões sobre o Underground Nacional. Inclusivé algumas opiniões têm levantado celeuma. Que opinião têm vocês sobre o Movimento Underground em Portugal?

R: Movimento Underground Nacional, a velha questão que todos querem perguntar, e todas as bandas ficam sem saber o que responder…!
Estamos perante um movimento que tem crescido e tem sido bem e cada vez mais divulgado, por webzines como a Metal Stage…
Talvez o movimento até pudesse já ter atingido maiores “voos”, mas cada vez mais bandas nacionais atingem feitos de louvor. Se bem que quando algumas ambicionam ou já atingiram concertos ou editoras no estrangeiro, o pessoal critica e age um pouco descriminatoriamente……falta perceber se é ca no nosso país, que somos obrigados a subsistir!?

13 – Que bandas nacionais destacam pela positiva e porque motivo?

R: Inevitavelmente, Moonspell, porque até que enfim foi-lhe reconhecido e dado todo o seu valor; estatuto esse que a nosso ver já o deviam ter há bastante tempo!

14 – Para terminar. Ser membro de Thee Orakle é…

R: ….é acreditar num projecto, num mundo que nos fascina, nos faz sonhar, faz-nos sentir nós mesmos; caminharmos num só sentido, para um melhor rumo, irmos mais além no mundo da música!…

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