30
Jan
07

À conversa com: Phazer

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Formados em 2004 e até á pouco tempo uns desconhecidos, com a edição do auto-financiado ‘Revelations’ os Phazer fizeram jus ao titulo do seu CD e tornaram-se numa das novas coqueluches da cena pesada nacional.

Conheça-os melhor pelas palavras do Vocalista Miranda:

1 – Os Phazer eram até á pouco tempo uma banda praticamente desconhecida pelo público, apesar de existirem desde 2004. Em 2006 surge ‘Revelations’ e tornam-se uma banda algo mediática. Como foram os primeiros anos de existência?

Claramente que isto nunca foi assim desde a génese da banda em 2004. Inicialmente não existia este tipo de expectativa, nem perto, inclusive inicialmente, o Gil (Guitarra), o Henrique (Baixo) e o Miguel Martinho (Baterista original) tinham ideias de formar uma banda de covers para fazer o circuito dos bares. Mas entretanto quando entrei na banda, defendi a criação de um projecto de originais e juntava-me ao grupo se assim fosse. E assim foi, e a partir daí começou tudo a crescer e a evoluir de forma muito natural até agora.

2 – Começaram a trabalhar no CD em 2004 e só em Junho de 2006 é que editaram ‘Revelations’. Porque tanto tempo? Houve alguns contratempos? Ou terá sido tudo feito de forma pausada dado vocês investirem bastante neste trabalho?

Na verdade nós entramos em estúdio em Junho 2005, ou seja passado um ano do primeiro ensaio da banda, estávamos a entrar em estúdio com uma selecção de meia dúzia de músicas para gravar. Creio que até trabalhamos bastante bem nesse aspecto. Os problemas a nível de tempo surgiram em estúdio, combinar a nossa disponibilidade com a disponibilidade do estúdio e dos produtores mais o extenso trabalho que o ‘Revelations’ teve, mais toda a questão do grafismo e impressão de produção das cópias, sendo que foi tudo feito por nós foi de facto muito mais tempo do que esperávamos. Mas foi uma experiência muito gratificante, pois aprendemos bastante de como funciona todo este processo, no qual não tínhamos qualquer experiência.

3 – Como está a decorrer a distribuição de ‘Revelations’? Através de que vias pode uma pessoa adquirir o vosso trabalho? E no estrangeiro?

Em termos de distribuição ainda não há muito para falar, visto que a distribuição do disco vai ser iniciada neste primeiro trimeste de 2007 a nível nacional. Fomos abordados por uma distribuidora (Sound of Silence) que declarou interesse em trabalhar com os PhaZer e distribuir o ‘Revelations’ numa primeira fase a nível nacional, numa segunda fase vamos estudar soluções para distribuir internacionalmente. Contudo actualmente o disco está digitalmente distribuído por todo o mundo em várias lojas online, como o i-tunes e CD Baby ou mesmo através do nosso website em www.gophazer.com.

4 – Porque é que decidiram apostar numa edição de autor e suportarem vocês os custos de produção? Não apareceu nenhuma editora interessada no vosso material ou porque as propostas não foram do vosso agrado?

A decisão de fazer do ‘Revelations’ uma edição de autor foi uma decisão tomada logo à partida. Não existiu nenhuma primeira tentativa de tentar apresentar o trabalho a editoras. Nós assumimos o estado de inexperiência que tínhamos neste processo e consideramos que assim, a custo próprio, teríamos uma boa oportunidade de aprender como tudo se processa e dessa forma ter todo o controlo da edição e de qualquer decisão tomada sobre ele. Agora no próximo trabalho já iremos procurar o suporte de uma editora para o produzir.

5 – Um dos aspectos que mais me cativou é a diversidade sonora no ‘Revelations’. Ora soam a Hard-Rock (na generalidade), Funk, Rock Fm, ou até mesmo Metal. Como explicam essa diversidade? Diferentes influências?

Creio que essa diversidade é o resultado do gosto amplo que temos em vários estilos musicais. Todos nós viemos do Metal de projectos anteriores, excepto o Henrique, esta é a sua primeira banda, e sentimos algum efeito conservador musical nesse meio, e sempre tivemos motivos de abrangência musical quando formamos os PhaZer, usar o que aprendemos no Metal que foi uma excelente escola para nós para fazer um rock ainda melhor, com mais força e mais ritmo. Mas é verdade que algumas diferenças de influências entre nós ajudou a fazer o ‘Revelations’ tal como ele é.

6 – O vosso trabalho está a ter óptima aceitação da crítica em geral, mesmo a critica estrangeira. Esperavam tamanha aceitação, ou estava nas vossas expectativas?

Tínhamos muitas expectativas face ao trabalho que depositamos neste disco, mas em modo de auto-defesa emocional estávamos preparados para que o ‘Revelations’ fosse mal recebido pela impressa. Foi de facto surpreendente, toda a impressa que olhou para o nosso disco não falou se não muito bem do nosso disco, inclusive figurou em algumas listas de melhores discos do ano 2006, tendo em conta que este disco tem pouco mais do que 6 meses de vida, como é óbvio ficamos bastante satisfeitos.

7 – A comercialização de ‘Revelations’ corresponde a tão boas criticas? Quantas cópias foram editadas? Pensam numa segunda edição?

Ainda é cedo para o dizer, pois só agora neste primeiro trimestre de 2007, o disco irá ser distribuído para as lojas nacionais, contudo tem havido bastantes vendas quer online quer nos concertos. Esta primeira edição foi de 1000 cópias, em relação a segunda edição, vamos ver, ainda é cedo para falar.

8 – Após a edição de ‘Revelations’ e tão boa aceitação houve contacto de alguma editora?

Tivemos contactos e propostas de empresas de management, promoção e agenciamento internacionais e nacionais, mas de editoras até agora não temos nenhuma aproximação.

9 – Já abriram para UHF. Como surgiu essa oportunidade e como decorreu a experiência?

O concerto onde abrimos para UHF foi um convite que nos foi feito pela organização do concerto, o portal agaragem.com. A experiência foi muito boa, acabamos por conhecer quer o António Manuel Ribeiro, quer os restantes músicos e Staff. Foi uma excelente experiência que esperamos ter mais semelhantes.

10 – Noto que vocês apostam muito na imagem. Não só na cover-art do álbum como na divulgação através dos média. Até que ponto esse aspecto é importante para vocês?

Achamos importante a questão da imagem, música não é só som, é um espectáculo que mexe com vários sentidos e sensações. A qualidade gráfica quer do disco quer a divulgação do nosso trabalho e noticias, pretendemos assim divulgar o som dos PhaZer com um convite mais apetecível e agradável.

11 – Até quando pensam em promover este trabalho na estrada? E quando pensam em começar em trabalhar para o próximo registo? Ou já têm alguns temas compostos? Se sim serão tão heterogéneos como em ‘Revelations’ ou já encontraram um “ponto de equilíbrio”?

Durante este ano 2007, pensamos continuar a promover o nosso disco com a ‘Revelations Tour 2007’ quer em palcos nacionais e internacionais. A gravação de um próximo trabalho esperemos fazê-lo no final desta tour, portanto entre o final de 2007, início de 2008 se tudo correr conforme o planeado. Sim, já temos material novo composto, e é um pouco dos dois, existem músicas ainda mais diferentes umas das outras e também músicas mais rock…como tu dizes, mais focadas num ponto de equilíbrio. Ou seja podemos aumentar o grau de heterogeneidade ou diminui-lo, ainda não decidimos como será. Logo se verá.

12 – Como foi surgiu a aposta nos estúdios Namouche. E sentem que é para manter? Como é trabalhar com o Quim Monte e o Fred Stone?

A gravação dos estúdios Namouche foi uma excelente oportunidade para os PhaZer, para nós era a primeira vez que cada um entrava em estúdio para gravar e entramos logo num estúdio onde os maiores nomes da música portuguesa já passaram. O estúdio tinha grandes condições, daquelas que só tínhamos visto na televisão, em filmes e documentários. Não consigo dizer se um dia voltaremos ao mesmo estúdio. Trabalhar com o Quim Monte e o Fred stone foi uma boa experiência, entretanto tivemos que regravar as baterias todas, e o Fred (baterista de Blasted Mechanism) prontificou-se a gravar as baterias de PhaZer, o que foi impressionante, ele tirou as baterias e em 3 dias estava pronto para as gravar, ficamos de facto boquiabertos pela excelente capacidade. O Quim foi sempre o homem que nos aturou de manhã à noite, a fazer noitadas nas misturas e masterização connosco. Foi um disco duro de roer…mas no final o resultado deixou-nos muito satisfeitos.

13 – Como surgiu o negócio com a AMK Legacy Music? Em que moldes surge esse acordo. Que benefícios esperam conseguir?

Este acordo com a AMK surgiu através de um troca de e-mails, enviamos os nossos mp3’s, depois o disco e depois chegou-nos a proposta e contrato, tudo à distância. O acordo firmado foi um acordo de promoção, inicialmente a AMK pretendia exclusividade mundial no que respeita ao booking de concertos, o que renegociamos para exclusividade unicamente na Alemanha. Aquilo que esperamos com este acordo é que o nome e a música de PhaZer sejam bem promovidos a nível mundial e com isso, que surjam boas oportunidades para tocar ao vivo.

14 – Não sendo o Hard-Rock um género propriamente actual, o que vos levou a apostar neste género musical. Dado as vossas influências serem bastante alargadas?

É aquilo que mais gostamos. Não acho que existam géneros musicais ultrapassados, o que existem, são ideias repetidas e isso acaba por saturar as pessoas. Qualquer estilo pode ser actual e interessante desde que tenha a sua dose de frescura. Não nos consideramos uma banda retro, nem achamos que estamos a revisitar os sons clássicos. Talvez, dar um toque pessoal e mais actual a essas nossas grandes e assumidas influências mais clássicas.

15 – Miranda, como é passar de um projecto de Death-Metal (Necrofily) para um de Hard-Rock com algum cariz comercial?

É obviamente bastante diferente. Os Necrofily acabaram por ser um projecto bastante promissor mas nunca acabou por sair da garagem. Existiram na altura algumas barreiras, desde do próprio conservadorismo do Metal até à própria industria que não existia na altura para permitir que fizéssemos música e aos próprios membros de Necrofily que não se entendiam. Ao fim ao cabo em Necrofily eu já começava a sentir uma tentação em juntar ao Metal um pouco de Rock, mas entretanto passado 4 anos em PhaZer acabamos por juntar ao Rock um pouco de Metal.

16 – Como é que se processa a composição dos temas dentro dos Phazer?

Como tem acontecido até agora, o Gil traz umas ideias de casa (riffs com uma estrutura já definida) e depois na garagem, nós todos fazemos os arranjos da música, eu encaixo uma linha de voz e só no final é que a Letra é escrita, a partir da estrutura da música composta e de alguns improvisos que saíram bem.

17 – Além dos Phazer, que outras bandas dentro do espectro musical nacional, aconselhariam a uma editora?

Tenho grande expectativa nos discos que vão ser recentemente lançados de f.e.v.e.r (4st – Fourst) e Madcab (Keeping Wounds Open), sendo o 1º álbum de cada uma das bandas. Os f.e.v.e.r já têm editora, mas não quis deixar de referencia-los como uma boa surpresa para 2007.

18 – Ultimas palavras, para os leitores Metal Stage.

Quero deixar um grande abraço dos PhaZer e deixar o convite para visitarem o nosso website em www.gophazer.com e fazerem download das nossas músicas disponíveis para quem ainda não conhece os PhaZer e espero ver-vos por aí num concerto por esse mundo fora! Keep Rocking with PhaZer!

Phazer são:

Mirada – Voz
Gil Neto – Guitarra
Henrique Martins – Baixo
Miguel – Bateria

E – Mail: info@gophazer.com
Site: www.gophazer.com

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